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Um dia nasci e não sei porquê. Cresci enquanto me tentava encontrar, mas em vez disso encontrei pela primeira vez o Amor, numa rua qualquer. Julguei-o um feitiço que me consumia qual sumo de uma melancia. Perdi a gravidade quando o vi, tropecei nas pedras dessa rua, caí e voltei a caminhar com uma ferida aberta…subi 125 degraus, brinquei, cresci, sempre na corda bamba, toquei no pecado e trinquei a maça. Li Platão, Sartre e Montagne, tentei ser Musa de Inspiração aos Pecados Capitais, e voltei a ser “atacado (a)” pela seta do Cupido…foi aí que percebi que nem tudo é preto ou branco. Apesar de te encontrar e perder logo a seguir, ainda tenho um longo caminho a percorrer, porque não te conheço ainda embora tivesse acreditado que sim. Espero calada (o) que me ofereças o anel de Saturno e que me faças voar antes de me dizeres Adeus.”

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